Aquela que será a feira franca mais antiga do território que constitui o atual concelho de Rio Maior foi outorgada por alvará do rei d. Afonso VI, datado de 23 de outubro de 1674. Resultou de petição apresentada pelos juízes e demais oficiais da, então, Irmandade de Nossa Senhora de Rouquella e resultou na isenção do pagamento de cisa pela venda de carne bovina e pão, que era costume fazer-se durante a festa e feira em honra desta Santa, aos 15 de setembro de cada ano, permitindo aplicar o produto dessa venda à realização de obras e custeio de ornamentos para a respetiva igreja. Rezam as crónicas que a origem da feira de Rio Maior estará ligada à de Arrouquelas, que, entretanto, ter-se-á deixado de realizar. Não temos provas de tal facto, mas é certo que meio século depois, em 1722, D. João V vem atribuir aos moradores de Rio Maior a benesse de poderem efetuar a sua feira em honra de S. Sebastião, coincidentemente, a 15 de setembro.
Fontes: ANTT - Chancelarias de D. Afonso VI (Livro 37 fl 301 e 301v) e de D. João V (Livro 61 fl. 130v. e 131)" In https://www.cm-riomaior.pt/informacoes/memoria-e-patrimonio-cultural/casos-e-acasos/item/2691-publicacao-outubro-2021
Instituída em 1722 por D. João V, a tradicional Feira de Setembro de Rio Maior foi ganhando crescente dimensão e importância ao longo dos seus três séculos de existência.
Até meados do século XX, ocupava grande parte das principais ruas e praças da localidade, dividindo-se em secções, cada qual destinada a um diferente tipo de produto: sal, gado, vasilhame, mobiliário, entre outros. Em 1971 ganha espaço próprio na zona da Pá Ribeira e, pouco tempo depois, um pavilhão de apoio que vem ocupar o local do antigo cais da via férrea.
Em 1972 recebe o epiteto de FRIMOR, sigla que corresponde à contração dos vocábulos Feira de Rio Maior, e em 1983 o de Feira Nacional da Cebola, atendendo à importância que este produto agrícola assume entre os demais aí transacionados.
Certame consagrado, durante muitas décadas, às áreas agrícola e pecuária, foi ao longo dos tempos assumindo outros papéis, nomeadamente o de divulgar a atividade comercial e industrial do concelho, bem como as potencialidades económicas, os principais produtos e os atrativos turísticos e culturais da região.
Atualmente, para além da exposição agroalimentar e empresarial, organizada com a colaboração do CNIRM – Centro de Negócios e Inovação de Rio Maior, o programa deste certame contempla um conjunto diversificado de iniciativas de natureza desportiva, recreativa e cultural.
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